segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Resumo geral da viagem

Felizmente essa viagem foi coroada de sucesso, pois todas as coisas que pretendíamos fazer foram realizadas.

O planejamento detalhado, antecipado e criterioso, facilitou sobremaneira a execução da viagem conforme os planos.

Do que nós vivemos ao longo desses 36 dias, pouca coisa nós mudaríamos.

A nossa estada em El Chaltén e em Puerto Piramides foram as que mais nos surpreenderam positivamente, pois não imaginávamos tamanhas belezas.



Faríamos a troca de pernoites entre Rancagua e Pucón, permanecendo um dia inteiro nesta última para podermos visitar o vulcão que está bem próximo da cidade, cuja vista é muito bonita.

Outra alteração seria o número de dias em Ushuaia. Como vínhamos de uma sequência de belos parques e trilhas desafiadoras, nossa estada nessa cidade poderia ser reduzida em um dia, sendo que esse dia extra poderia ser remanejado para Montevidéu ou Punta del Este.

No mais, aqueles que não conhecem Mendoza, poderiam reservar um ou dois dias a mais para a cidade, pois a visita a vinícolas e pontos turísticos vale a pena. Como nós já a havíamos visitado anteriormente, decidimos apenas pernoitar mesmo.

Como lembretes interessantes, pode-se dizer dos bloqueios policiais na Argentina, onde sempre se deve reduzir MUITO a velocidade, passando a 20 ou 30 km/h quando os policiais estiverem na pista, com o pisca alerta aceso e baixar o vidro do motorista para algum tipo de questionamento por parte deles.

Lembrar que o seguro carta verde, os documentos do carro no nome do motorista e a habilitação sempre serão solicitados nessas situações de blitz.

Apesar de muitos blogs terem alertado para a possibilidade de policiais pedirem propina para liberar a continuação da viagem, pelo menos conosco, em nenhum momento houve qualquer insinuação nesse sentido. Todos foram muito profissionais e cordatos no trato.

As distâncias entre os postos de combustível, abaixo de Bariloche, passam a ser sempre grandes, chegando a mais de 250 km sem qualquer apoio ou civilização. Assim, é muito importante estar sempre com o tanque abastecido, mesmo que tenha consumido pouco combustível. ABASTEÇA SEMPRE que tiver oportunidade.


Importante também ter todos os equipamentos obrigatórios para o veículo, como o cambão, kit de primeiros socorros e colete refletivo, assim como ter o carro revisado para evitar surpresas desagradáveis ao longo da viagem.

Nós levamos óleo para o motor, aditivo para radiador e lâmpadas reserva, além de kit de reparo de pneus (macarrão), compressor para encher pneus, cabo para problemas com bateria (chupeta), além de galão de combustível para alguma emergência ou como precaução.

Importante ressaltar que não é recomendado cruzar as fronteiras com galões cheios para não ter problemas com as autoridades aduaneiras.

Nas passagens de aduana chilenas, jamais leve frutas frescas, carnes, embutidos, sementes, mel e qualquer tipo de madeira (inclusive imãs de geladeira), pois eles irão abrir as bagagens e inspecionar todo o veículo.

Ao dirigir no rípio, manter uma velocidade em torno dos 60 km/h, e manter a atenção redobrada para mudanças de direção, pois a dirigibilidade do veículo fica bastante comprometida por conta das pedras soltas do rípio. Muito cuidado também ao frear para não perder o controle. Procure reduzir bem a velocidade e mater a maior distância lateral possível ao curzar com outros veículos, de modo a evitar ser alvejado por pedras laçadas pelos outros carros.


Quanto aos saques em caixas eletrônicos, lembrar que existe um limite por operação e por dia e, dependendo da instituição financeira, será possível tirar em torno de USD 100,00 a USD 200,00, por operação, na Argentina, No Chile esse montante pode chegar a quase USD 300,00 por operação. Em todos os casos, será cobrada uma taxa de aproximadamente USD 11,00, por operação, referente à utilização do caixa eletrônico. Além desses valores, o seu banco ainda poderá cobrar algum tipo de taxa, encarecendo ainda mais o seu câmbio.

Na Argentina, consegue-se fazer o câmbio de dólares em espécie em quase todos os lugares, com pequena diferença do oficial, sendo que em algumas lojas o câmbio é melhor que no banco ou em casas especializadas.

Importante ter em mente que os pedágios são cobrados em moeda local, o que nos obriga a ter alguns pesos sempre disponíveis para esse tipo de pagamento.

Acho que esses lembretes já cobrem boa parte das dúvidas que possam surgir, mas coloco-me à disposição para tentar sanar possíveis dúvidas que venham a surgir.

Na próxima postagem finalizaremos a viagem com as estatísticas da jornada.

Uma boa noite.

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