Nosso planejamento para hoje previa uma jornada de mais de 900 km.
Saímos do hotel por volta das 06:00 h, sem café da manhã, pois este só começaria às 07:30 h.
Ao chegarmos para fazer a imigração na fronteira com a Argentina, o carro à nossa frente ficou quase 10 minutos parado aguardando os trâmites burocráticos da aduana. Já estávamos inquietos com tanta demora, pois a fila do lado (como sempre) andando muito rápido e nós parados!!!
Carta verde e passaportes à mão, passamos sem qualquer problema pela aduana. Logo em seguida, um militar da Gendarmeria argentina nos questionou sobre o nosso destino, se tínhamos carta verde e se o veículo estava em nosso nome. Passado esse crivo, seguimos viagem em direção à Concórdia, em território de nuestros hermanos.
Como não conseguimos tomar café no hotel, acabamos fazendo café no carro, pois já sabendo que isso ia ocorrer ao longo da viagem, providenciamos uma garrafa térmica que aquece a água quando ligada ao acendedor de cigarros. No dia anterior, havíamos comprado alguns itens para podermos consumir nessa hora. Comemos pão de queijo, blanquet de peru e mussarela, além de café com leite.
O dia estava muito fechado e o com uma chuva fina, pois a região propicia esse tipo de clima, já que estamos no meio do Parque do Iguaçu. Com o passar das horas, o tempo foi melhorando e dando lugar a um dia ensolarado e com uma temperatura agradável, na faixa dos 26 graus Celsius.
Como o dia foi basicamente de deslocamento, não tivemos grandes coisas a descrever, mas o que ficou muito claro foi a mudança do tipo de vegetação na nossa saída (floresta), para o restante do caminho, que passou para uma pastagem (pampa).
Como curiosidade, pode-se destacar a quantidade de bloqueios realizados pelas várias polícias da Argentina, sempre nos parando e questionando sobre destino, carta verde e documentação.
Em menos de 200 km já havíamos passado por 4 blitz e 2 radares móveis. Dá para perceber nitidamente que eles prezam muito pelo controle viário e o cumprimento das leis.
Fizemos nosso primeiro abastecimento em terras estrangeiras no entroncamento da RP 105 com a RN 14, em um posto com bandeira AXION. Tudo com se fosse no Brasil, ou seja, Eurodiesel (diesel S10) e cartão VISA sem problemas. O preço é que não foi ;a dos melhores ($ 44,98 o que equivaleu a USD 1,25 por litro de diesel).
Felizmente as estradas que nós passamos hoje estavam muito boas e bem sinalizadas, o que valeu a pena, já que por dentro do Brasil não teríamos a mesma sorte, além de a distância ser maior do que por dentro da Argentina.
Por volta das 12:30 h chegamos a Santo Tome, onde conseguimos um lugar muito simples, porém com uma comida muito saborosa e bem preparada para podermos almoçar.
Seguimos viagem com tranquilidade e mais rápido do que imaginávamos, pois em nosso planejamento havíamos previsto entrar em várias localidades para abastecer, o que não se mostrou necessário.
Chegando em no pedágio de Piedritas, um cidadão brasileiro, fez o favor de ficar quase 3 minutos na cabine. Desceu do carro, chamou alguém que o estava esperando, abraçou essa pessoa, o funcionário do pedágio saiu da cabine, ou seja, uma lambança total! Enquanto isso, estávamos nós aguardando a boa vontade da criatura de pagar o pedágio e dar passagem ao demais usuários da rodovia.

Antes de chegarmos a Concórdia, resolvemos abastecer os carros para estarmos prontos para o próximo dia, assim não dependeríamos de esperar a abertura do posto de combustível para enchermos o tanque.

Chegamos bem a Concórdia e nos hospedamos no hotel Hathor. Durante o jantar tivemos a grata satisfação de receber a visita de nossa ex-professora de espanhol e seu marido, da nossa época de moradores de Buenos Aires.
Foram momentos muito agradáveis e de boas recordações. Obrigado pela visita Mariza.
Amanhã continuaremos em viagem com destino a Córdoba.
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